7.10.2006

Capítulo III

Morrem as bois…ficam as vacas.

Bom, em si mesmo, este provérbio serve muitos propósitos, mas o de caracterizar a história do que se passou no fim-de-semana seguinte é a que mais se adequa.

Ora pois…primeiro os bois. O nosso amigo ZiZou quis ficar na história. A maior marrada e mais mítica machadada na carreira de um jogador de futebol que mesmo assim não pode deixar de ser consagrado como o melhor jogador do campeonato do mundo de futebol. Pergunto-me se levando eu uma traulitada daquelas ainda estaria aqui a escrever esta bela historia de amor. Mas deixemo-nos de preciosismos. Coitadinho do gigante italiano…qual figura do ERP de Mortal Kombat IV, que só não teve um forte ataque cardíaco com paragem respiratório-torácica porque…no estádio se encontrava Kappinha, a minha ex- mal refeita de uma noite copos e sexo (para desempoeirar tanta teia que já tinha) tida após mais um casamento de ums dos seus 762 flirts. Haja saúde…e gente com dinheiro para gastar em bodas…irra que não me enganei na palavra.

E depois do adeus…e depois de nós…o ficarmos sós…que bonito.

Encontrei a saída que tinha pedido ao Super Guitar: “és um idiota! Entao porque? Porque não tens emenda…eu? Sim, tu. Deves pensar que não te topamos…” sem que conseguisse pronunciar mais uma palavra, do porão de baixo surge a Fala-me-barato, uma piloto experiente que tinha sido campeã do Paris-Dakar em língua portuguesa, e que se tinha tornado na mulher de Super Guitar.

Sempre ouvi muito pela minha reputação criada ao longo de anos a fio com enumeros romances com estrelas de Ali-Hood. A religião para mim sempre tinha sido um elixir, um portentoso liquido de emancipação do corpo e da alma.

Saímos pelo caminho normal em direcção à sub-estação de Alvalade. Fmb era de lá e tinha deixado os seus pais furiosos com mais uma saída estemporênea. Enquanto isso MaFeBoPeMa fazia pela vida e tentava apanhar o sapo que tinha visto na televisão, no anúncio da VW a ser levado por uma mosca. Sem sorte contudo. Foi nessa altura que as comunicações rádio da nossa nave foram novamente activadas: “SeGe, SeGe, preciso de uma saída…e nanana, e não sei que”. SG prontamente desmembrou de alto a baixo o esquema de esgotos da cidade e comunicou de volta: “sai na Av.22 de Maio, junto ao zoo antigo…essa zona esta abandonada…mas cuidado com os abutres!”.

MaFeBoPeMa tem este problema: rapidamente se deixa envolver num problema existencial e zoológico de caça aos sapos e depois ganha a alergia do primeiro beijo.

SeGe e Fmb já lhe disseram varias vezes que tem de começar a diversificar activos. MaFeBoPeMa é dona de uma das maiores capitais de risco do país, mas especializou-se no sector de criação de girinos. Lançou nos últimos 7 anos um conjunto de 34 empresas para o mercado de valores em todo o mundo, sempre neste sector. É uma mulher forte, como costuma dizer. Obcecada por duas coisas: Sapos…e pintar as unhas. Alias a única empresa que não tem nada a ver com sapos tinha sido o seu último LBO: Unhas’são Nossas.

Trrriiiim: Estou? Sim? Vou já ai ter. Era a MaFeBoPeMa…ficou presa. No metro das Pomadeiras…ao que parece, Kappinha tentou mais um ataque bombista. Disse eu aos atónitos pombinhos. SeGe levantou-se e disse: “isto tem de acabar!”. Fmb não aguentou e atirou o 245º dardo no alvo por cima da nossa escotilha da cabine de comando. “Eu vou intervir”. Premonição. A taça era do Italiano.