Capítulo IV
O Regresso de Piccolli, o anão
Conheci Piccolli numa daquelas noites de copos no Bairro logo após a Squadra Azzurra ter ganho o ceptro mundial. Pequeno, ágil e de lábia à italiana, desde logo motivou entre todos nós uma enorma empa e simpatia. Apesar da sua estatura, devo dizer-vos que batia aos pontos muitos dos Tugas que ali estavam fazendo-se ao nosso grupo de míudas. Piccolli era aliás o centro das atenções delas, sempre com aqueles gestos característicos dos maffiosi. Tínhamos “estacionado” por perto da Tasca do Francisco, um amigo dos tempos da primária, e nosso habitual retiro para as “Conferências”. Piccolli, uma vez que já se tinha integrado e jurado fidelidade aos princípios da comunidade, acabou por ser incluído na nossa assembleia.
MaFeBoPeMa havia chegado de táxi, como usual 20 minutos depois da hora marcada. Tínhamos convocado a reunião magna por força do ultimo atentado de Kappinha. Um plano radical era preciso ou entao enveredar por uma politica mais severa de controle das acções no âmbito da comunidade: quem está connosco, está, quem não está, está fora. MaFeBoPeMa era um pouco a antítese desta tese, pois nunca estava bem bem com ninguém a 100%...estava sempre a 99%...enfim. Fala-me-barato tinha trazido uma combinação nova do nosso traje de “guerra”, uma griffe supostamente desenhada pela Fátima Lopes, no seguimento do que tinha feito para a Selecção no Mundial. Super Guitar continuava agarrado, como sempre nos últimos meses, ao seu novo brinquedo, um PowerToy 453vb Pró, um celular teletransportador que era o ultimo berro em termos de tecnologia. Alem do trio eléctrico, Lencas-Shter, uma tuga de origem Celtibera, com excelente sotaque inglês e uma capacidade para nos por sempre bem dispostos. Também estava o Sr. Fantasia, um amigo, um vegetariano, um esquisito para uns, mas uma referência na arte do bem desenhar Manga, em Portugal. Tinha uma extensa obra de livros de comics porno-eroticos já publicados e o seu nome era visto como um guru lá fora. A nossa agente Camila_Castela_Branca (CCB) tinha produzido um relatório pormenorizadíssimo sobre o atentado e esperava por novas decisões.
“Acho que temos de agir. Eu acho que temos de contornar este problema…Cada um acha uma coisa…pois…temos que efectuar uma reflexão estratégica. Pensar como queremos que a nossa comunidade esteja daqui a 5 anos, como queremos que compita com os actuais e novos concorrentes, como queremos continuar a recrutar os melhores.” Apesar de sermos relativamente recentes, tínhamos ganho uma consistência e uma excelente reputação no mercado. Contudo a organização cladestina de Kappinha estava a ganhar terreno, dia após dia. Já começava a tentar controlar algumas das nossas portas e tinha recolhido informações sobre os negócios de MaFeBoPeMa. Cá_bela_eira, a CEO da Unhas’são Nossas, tinha sido abordada por uma cliente, que dizia ter sido sondada por elementos ligados a Kappinha, ainda no avião que os trazia da Alemanha alguns dias antes. Queria saber pormenores da nossa organização…apenas por curiosidade.
Por nossa iniciativa, tínhamos já instituído mecanismos de reporte interno e controle, ao nível das melhores auditoras do mundo, bem como definido um modelo de governo da organização que fazia inveja a muitas empresas da terra do Tio Sam.
Mas faltava algo mais, aquela ferramenta, qual scorecard que nos levasse a ultrapassar as manhas e jogadas baixas de Kappinha.
Ficou decidido que, em consonância com as novas regras de contabilidade internacionalmente aceites, iríamos procurar contratrar uma equipa de consultores de renome em questões de terrorismo psicológico-asami, que já tivesse experiência em controlar apetites vorazes de cones de salmão em restaurantes japoneses e ao mesmo tempo que estivesse credenciado como um especialista na arte de dobrar pessoas de má índole. Kappinha estava na mira.
SeGe foi encarregado de iniciar a procura por terras de Barcelona, pois um amigo nosso, Ronny, o “Gaúcho”, tinha dado boas indicações quanto a agentes por aquelas bandas. Os restantes foram incumbidos de desenhar, ao passo de uma ou varias cartadas, uma taskforce capaz de impedir novas acções de K.
E piccolli? Piccollo Piccolli ficou connosco. Decidiu que queria alistar-se e ser um agente no terreno. Dado o triunfo italiano no futebol, decidiu que iria procurar como trabalho de disfarce, uma vaga num plantel de uma grande clube tuga…ALTO!
Unanimemente (não contamos com Fmb) decidimos que só poderia haver um clube capaz de receber tal portento: O Glorioso, El Glorioso, Il Glorioso, The Glory one, Das Gloryest!
Viva Piccolli no Benfas.
Conheci Piccolli numa daquelas noites de copos no Bairro logo após a Squadra Azzurra ter ganho o ceptro mundial. Pequeno, ágil e de lábia à italiana, desde logo motivou entre todos nós uma enorma empa e simpatia. Apesar da sua estatura, devo dizer-vos que batia aos pontos muitos dos Tugas que ali estavam fazendo-se ao nosso grupo de míudas. Piccolli era aliás o centro das atenções delas, sempre com aqueles gestos característicos dos maffiosi. Tínhamos “estacionado” por perto da Tasca do Francisco, um amigo dos tempos da primária, e nosso habitual retiro para as “Conferências”. Piccolli, uma vez que já se tinha integrado e jurado fidelidade aos princípios da comunidade, acabou por ser incluído na nossa assembleia.
MaFeBoPeMa havia chegado de táxi, como usual 20 minutos depois da hora marcada. Tínhamos convocado a reunião magna por força do ultimo atentado de Kappinha. Um plano radical era preciso ou entao enveredar por uma politica mais severa de controle das acções no âmbito da comunidade: quem está connosco, está, quem não está, está fora. MaFeBoPeMa era um pouco a antítese desta tese, pois nunca estava bem bem com ninguém a 100%...estava sempre a 99%...enfim. Fala-me-barato tinha trazido uma combinação nova do nosso traje de “guerra”, uma griffe supostamente desenhada pela Fátima Lopes, no seguimento do que tinha feito para a Selecção no Mundial. Super Guitar continuava agarrado, como sempre nos últimos meses, ao seu novo brinquedo, um PowerToy 453vb Pró, um celular teletransportador que era o ultimo berro em termos de tecnologia. Alem do trio eléctrico, Lencas-Shter, uma tuga de origem Celtibera, com excelente sotaque inglês e uma capacidade para nos por sempre bem dispostos. Também estava o Sr. Fantasia, um amigo, um vegetariano, um esquisito para uns, mas uma referência na arte do bem desenhar Manga, em Portugal. Tinha uma extensa obra de livros de comics porno-eroticos já publicados e o seu nome era visto como um guru lá fora. A nossa agente Camila_Castela_Branca (CCB) tinha produzido um relatório pormenorizadíssimo sobre o atentado e esperava por novas decisões.
“Acho que temos de agir. Eu acho que temos de contornar este problema…Cada um acha uma coisa…pois…temos que efectuar uma reflexão estratégica. Pensar como queremos que a nossa comunidade esteja daqui a 5 anos, como queremos que compita com os actuais e novos concorrentes, como queremos continuar a recrutar os melhores.” Apesar de sermos relativamente recentes, tínhamos ganho uma consistência e uma excelente reputação no mercado. Contudo a organização cladestina de Kappinha estava a ganhar terreno, dia após dia. Já começava a tentar controlar algumas das nossas portas e tinha recolhido informações sobre os negócios de MaFeBoPeMa. Cá_bela_eira, a CEO da Unhas’são Nossas, tinha sido abordada por uma cliente, que dizia ter sido sondada por elementos ligados a Kappinha, ainda no avião que os trazia da Alemanha alguns dias antes. Queria saber pormenores da nossa organização…apenas por curiosidade.
Por nossa iniciativa, tínhamos já instituído mecanismos de reporte interno e controle, ao nível das melhores auditoras do mundo, bem como definido um modelo de governo da organização que fazia inveja a muitas empresas da terra do Tio Sam.
Mas faltava algo mais, aquela ferramenta, qual scorecard que nos levasse a ultrapassar as manhas e jogadas baixas de Kappinha.
Ficou decidido que, em consonância com as novas regras de contabilidade internacionalmente aceites, iríamos procurar contratrar uma equipa de consultores de renome em questões de terrorismo psicológico-asami, que já tivesse experiência em controlar apetites vorazes de cones de salmão em restaurantes japoneses e ao mesmo tempo que estivesse credenciado como um especialista na arte de dobrar pessoas de má índole. Kappinha estava na mira.
SeGe foi encarregado de iniciar a procura por terras de Barcelona, pois um amigo nosso, Ronny, o “Gaúcho”, tinha dado boas indicações quanto a agentes por aquelas bandas. Os restantes foram incumbidos de desenhar, ao passo de uma ou varias cartadas, uma taskforce capaz de impedir novas acções de K.
E piccolli? Piccollo Piccolli ficou connosco. Decidiu que queria alistar-se e ser um agente no terreno. Dado o triunfo italiano no futebol, decidiu que iria procurar como trabalho de disfarce, uma vaga num plantel de uma grande clube tuga…ALTO!
Unanimemente (não contamos com Fmb) decidimos que só poderia haver um clube capaz de receber tal portento: O Glorioso, El Glorioso, Il Glorioso, The Glory one, Das Gloryest!
Viva Piccolli no Benfas.
